Ministração
de Louvor no Culto
Pr. Adhemar de Campos
O momento do culto é o momento da grande celebração ao Senhor. É quando a congregação se reúne para celebrar o milagre da ressurreição de Jesus, da nova vida em Cristo, da comunhão no Espírito e das conquistas espirituais.
Preparação dos ministros - II Tm. 2:15
no aspecto espiritual é necessário oração
e leitura bíblica diariamente;
um jejum semanal;
oração e compartilhamento entre o grupo.
no aspecto musical é preciso realizar ensaios para que haja entrosamento;
ter uma lista definida de cânticos; quando forem novos, providenciar
cifras;
manter a ordem no ensaio evitando distrações, brincadeiras
e conversas paralelas;
é necessário total concentração durante
o ensaio; estar atento às orientações, arranjos,
rítmica, métricas, etc;
Repertório - Sl. 96:1
elaborar um repertório adequado ao tipo de reunião, ex:
reunião de jovens, evangelismo, ceia, etc; o repertório
de um culto dominical é diferente de um lançamento de um
cd, por exemplo;
elaborar um repertório adequado ao tempo de duração
do louvor (conferir com o pastor); Dependendo do tempo dado à ministração
dos cânticos não será necessário uma lista
extensa de músicas. Estar sensível e atento a isso, e como
no tópico anterior, diferenciar o tipo de programação;
no caso de culto, é importante que o tema dos cânticos
seja um só;
é importante que o período de louvor seja iniciado com
cânticos de celebração, seguidos de cânticos
de adoração. Isso pode mudar segundo a orientação
do Espírito Santo, mas é necessário ter uma ordem
na sequência dos cânticos;
O dirigente - II Cr. 29:27-30
O dirigente tem uma função importante no processo de culto
coletivo. É responsável em conduzir a congregação
na adoração ao Senhor. Para isso precisa estar consciente
da sua missão e devidamente preparado. Vejamos alguns princípios
que facilitarão sua tarefa: a) dependência do Espírito
- antes de tudo, buscar essa dependência geral, total e irrestrita,
entendendo que o culto é do Espírito Santo e Ele sabe o
que é melhor para cada pessoa na congregação, e dá
ao dirigente as diretrizes da reunião - Rm. 8:26-27. b) abertura
do culto - o dirigente deve procurar tratar o povo com amabilidade, encorajando-o
com uma promessa da Palavra, tomar cuidado com a maneira de falar, não
ser grosseiro, indelicado, etc. Esse primeiro contato é a chave
para o desenvolvimento de uma ministração abençoada
e abençoadora. c) devemos evitar - "pregações"
durante o louvor, interromper a ministração para "ler
a Bíblia", deixar o povo em pé por muito tempo, vestimenta
inadequada, tipo roupa justa, transparente, cores chamativas, etc. Lembre-se
que o louvor não é para o homem, mas para Deus! As pessoas
devem olhar para Ele! d) sensibilidade - estar atento à maneira
como o louvor está transcorrendo.Evitar deixar "brancos"
entre um cântico e outro; para isso é indispensável
desenvolver um bom entrosamento com os músicos, combinar sinais,
etc. e) expressão - está também ligada à inspiração
que nasce do nosso tempo diário com o Senhor. A pessoa inspirada
tem expressão! A principal fonte de inspiração é
a Palavra de Deus. Quanto mais Palavra eu tiver mais inspirado serei.
Ao meditar naquilo que canto, o resultado será uma expressão
real de vida, que contagiará toda a congregação.
Dessa forma, "chegarei" (ter acesso) no povo e terei a situação
sob controle - Pv. 15:1.
Os músicos - Sl. 33:3
a) expressão - vale para os músicos os mesmos princípios
aplicáveis ao dirigente na questão da expressão.
Os músicos também têm um papel fundamental no louvor.
Precisam se exercitar nisto em casa, nos ensaios, nos cultos, dando total
importância a esse desafio, aprofundando-o cada vez mais - I Cr.
25:1. b) disciplina - é fruto de maturidade musical. O músico
maduro tem conhecimento de suas responsabilidades e procura cumpri-las
à risca. Por exemplo: chega nos horários marcados, tem cuidado
com os equipamentos da igreja, nos ensaios obedece os arranjos apresentados,
controla o volume do seu instrumento, nos ensaios e antes de começar
o culto, não "desperdiça" unção
tocando "outras músicas" (Altar no A.T. era usado para
sacrifício. "Palco" é diferente de "altar"),
quando o arranjo pede um solo, toca somente o necessário sem se
exceder, procura estar em sintonia com tudo o que acontece durante o louvor,
ou seja, não é um "alienígena" em cima
do púlpito (o não se exceder também se aplica ao
grupo vocal). c) inspiração - a exemplo do dirigente, o
músico sempre deve estar inspirado - I Sm. 18:10. O músico
inspirado está sempre pronto à participar inclusive com
cânticos espirituais (vale para o backing vocal também).
Observando esses princípios básicos estaremos cooperando
com o propósito do Pai e seremos grandemente abençoados.
Pr. Adhemar de Campos
Lembre-se: ao usar um artigo cite a fonte. "...No Senhor o vosso trabalho não é vão".