Piercing, moda ou exibicionismo...
Diante das últimas tendências e discussões, resolvi publicar minha opinião sobre o Body Piercing. Estas duas palavras derivadas do inglês que querem dizer “ Perfuração no corpo”, têm causado diversos conflitos na família entre nossa juventude. Minha tentativa não é convencer ninguém, mas mostrar algumas realidades que a moda não trás. Antes de publicar minha opinião, gostaria de ver com os irmãos algumas opiniões sobre o assunto. E começaremos pela opinião de um pastor evangélico. Seu nome é Breno Amaral:
Piercing A beleza que aprisiona
o corpo e o espírito.
Os jovens da Igreja de hoje estão se deixando influenciar pelo
modismo do mundo. Alguns dizem que é necessário para evangelizar
as pessoas, outros dizem que a igreja precisa mostrar que não é
radical e ainda escutamos diversos absurdos. O Piercing tem como um dos
pontos de surgimento na Índia. Sua função é
trazer mais um adorno, uma diferenciação, uma certa forma
de beleza estética. Mas para que fazer isso? Todos os Piercings
indianos são dedicados a deuses e ou ídolos regionais e
territoriais. Portanto, vou explicar um pouco dos significados dos piercings
nas partes do corpo mais comumente utilizadas na visão do indiano:
O Piercing colocado no nariz significa DOMíNIO; O Piercing nas
sobrancelhas dá vazão para um APRISIONAMENTO DA MENTE; um
dos piercings que estão mais na “moda” é colocado
no umbigo. Este está na área destinada a ALIMENTAÇÃO.
Serve como um local de canalização de espíritos no
corpo de quem os usa; o Piercing nos lábios significa um DOMÍNIO
NA FALA; O Piercing nos regiões genitais traz como significado
principal a PROSTITUIÇÃO. Na atualidade, as pessoas que
usam esse tipo de indumentário, são tidas como rebeldes,
marginalizadas da sociedade, exibicionistas, enfim não recebem
muito crédito e muitas vezes são discriminadas. Portanto,
como nós cristãos devemos nos apresentar? Como pessoas estranhas,
rudes, discriminadas ou como filhos do Senhor, agradáveis em todos
os aspectos, inclusive o visual? Vários ex-satanistas afirmam que
um dos principais sinais de uma sociedade estar adotando o satanismo é
o aumento no número de pessoas que usam piercings e tatuagens.
(Extraído da Web./ evangélicos.com)
Piercing, um prejuízo odontológico...
O uso de piercing no corpo é uma prática proveniente dos
povos que viviam na antigüidade. Mais tarde, este costume tornou-se
mais popular, especialmente entre os adolescentes e jovens de países
industrializados, por diferentes razões, como práticas religiosas
ou cerimoniais. Em 1999, uma avaliação com 391 estudantes
americanos usuários de piercing mostrou que os dois principais
motivos que levaram estes estudantes ao uso de piercing estavam relacionados
a uma forma própria de expressão (48%) ou apenas porque
desejavam usá-los (38%). Sessenta e três por cento colocaram
piercing entre 18 e 22 anos, esta idade de usarem piercing variou entre
11 e 42 anos de idade. Somente 30% dos estudantes relataram não
apresentar problemas com o uso. Setenta por cento, por sua vez, relataram
várias complicações, como infecções
localizadas e irritação da pele, e 2 estudantes afirmaram
ter contraído hepatite. Complicações infecciosas
e não infecciosas pelo corpo foram descritas previamente por Tweeten
& Rickman (1998). As formas mais comuns de uso do piercing oral são
nos lábios, língua e bochechas. Raramente sua instalação
é feita em outros locais da cavidade bucal. Piercing oral foi,
e ainda é, parte de rituais de várias civilizações
e tem se tornado popular entre adolescentes e jovens em países
industrializados. A língua é o local mais prevalente para
a instalação de piercing na cavidade bucal, sendo a sua
colocação preferencialmente feita na linha mediana da língua
ou no freio lingual. Desde 1992, diversos relatos clínicos têm
demonstrado complicações dentais, orais e sistêmicas
provenientes do uso lingual de piercing. Estas complicações
podem ser categorizadas como agudas ou crônicas. Algumas das complicações
agudas são inchaço ou dor, dificuldade na mastigação,
deglutição e fonação, enquanto outras complicações
como aumento no fluxo salivar, presença de corrente galvânica
entre o piercing e restaurações metálicas, infecções
severas e hemorragias prolongadas.
(Fonte: Journal of Periodontology)
Piercing, pode ser fatal...
“Piercing”, uma novidade? O “piercing” é
utilizado a alguns séculos por civilizações antigas
como no Egito, Índia, África e outros povos, por razões
religiosas, culturais, políticas e como adorno. No mundo moderno
eles ganharam força através do movimento “hippie”
dos anos 60 e 70, posteriormente pelos “punks” nos anos 80
e 90. Em meados dos anos 90, o “piercing” ganhou espaço
entre os adolescentes no Brasil. Na orelha, um dos poucos lugares onde
os riscos são menores, lesão ulcerada provocada pelo “piercing”.
Na boca, as regiões onde mais se coloca o “piercing”
são a língua e o freio lingual. Os “piercings”
são geralmente feitos de titânio, ouro ou aço cirúrgico,.
Esses materiais apresentam biocompatibilidade, especialmente o titânio,
usado inclusive nos implantes dentários. São vários
os malefícios provocados pelo uso dos “piercings”.
Do ponto de vista local, os “piercings” podem provocar alergias,
fratura nos dentes, periodontites, halitose (mal hálito), infecções
locais, inflamação severa da língua, alteração
da fala, trauma no palato, hemorragias e outras consequências que
estão sendo pesquisadas. A literatura faz citações
de hemorragias intensas quando da colocação dos “piercings”.
Por outro lado a literatura internacional relaciona o “piercing”
com hepatite, cefaléia, tétano, asfixia, choque anafilático,
septicemia, endocardite e até mesmo AIDS. “Piercing”
no freio lingual, dificulta a fonação e mastigação.Em
um trabalho realizado na Alemanha, em 2000, com 273 pessoas portadoras
de “piercings” na boca, foram verificadas alterações
em 25% dos casos. A revista odontológica americana “JADA”
de maior credibilidade no mundo, em janeiro de 2001, relaciona o “piercing”
na boca com hepatite B, C, D, G, AIDS e endocardite. A escola de Odontologia
de Nova Jersey, publicou na revista General Dentistry (2001) um artigo
intitulado “Piercings podem provocar doenças fatais”.Uma
delas é o câncer bucal.
(Fonte: A Folha de S‹o Paulo, 03 de Setembro de 2001)
Piercing, visão destorcida
Como vimos nas opiniões dos especialistas, não há
nenhuma motivação especial para se utilizar um Piercing,
pelo contrário, vimos somente os prejuízos. É claro
que sempre poderemos encontrar aqueles que defendem, pois suas opiniões
são formadas pelo poder persuasista da mídia, que tentando
vender seus produtos, tentará mostrar que não tem nada a
ver. Minha preocupação não é só com
a opinião dos especialistas, mas, o que esta realidade tem a ver
com cristão. O Pr Breno ponderou muito bem em algumas realidades
apresentadas, entre elas, destaco a questão do induísmo,
que já utiliza estas indumentálias há séculos
como sacríficos a ídolos e a divindades. Isto me faz refletir
na palavra de Paulo, quando nos diz que o cristão deve santificar
o templo do Espírito Santo e não paganizar o mesmo. Creio
que já temos muito do que nos culpar diante de Deus, para quê
buscar mais uma realidade?
Outra consideração que devemos fazer é que o modismo
é habitualmente bom para os que não estão em Cristo,
mas para nós, que devemos ser diferentes, avaliar bastante o que
devemos e o que não devemos. Os jovens têm assumido uma posição
contrária a realidade do verdadeiro cristianismo, isto, com certeza,
é a causa de termos hoje de pronuciarmos sobre tais assuntos, pois
antigamente, todo cristão sabia o que é certo ou errado.
Hoje não se tem convicção, ou quer se achar uma justificativa
para fazer o que é errado. Infelizmente nosso mundo está
cercado por pessoas sem opinião própria e sem definição
evangélica. O que mais me chama a atenção é
que as atitudes dos jovens, é nunca se colocar o que Cristo faria
no meu lugar, pois ele já nem cabe mais dentro da sua realidade.
Quero concluir dizendo que sou contra, não posso aceitar algo que
não traga edificação nenhuma para vida cristã,
pois se fosse algo edificante, com certeza, eu não estaria aqui,
quebrando minha cabeça em pesquisas, na busca de uma solução
e de argumentos para provar o que não podemos ou devemos fazer.
Se devemos assumir uma posição clara eu não poderia
assumir outra realidade a não ser de aconselhar e não permitir
isto dentro da Igreja. Mas se você vê outra possibilidade,
a conciencia é sua e a vida é sua, só que, lembre-se:
a Deus daremos conta de tudo o que realizamos ou deixamos de realizar
aqui na terra. Somos luz ou trevas.
Rev. Roberto Branquinho Pereira
Lembre-se: ao usar um artigo cite a fonte. "...No Senhor o vosso trabalho não é vão".